Ontem eu descobri o Snap da IVIN Filmes do Mauro Ventura, que é um podcast pago com depoimentos de olavettes sobre sua relação com o COF. Eu não sei como está sendo, porque não vou poder pagar pra ver, mas inspirado nisso e em perguntas que me fizeram esses dias, vou colocar aqui pelo menos alguns capítulos principais da minha jornada com Olavo. A ideia é mostrar um pouco como é o tipo de caminho que se precisa seguir se a ideia é entender a obra do professor a sério. Isso não quer dizer que todo mundo precisa seguir este caminho, nem de longe, mas sim que precisa levar em conta que entender não é só o resultado de uma leitura bem feita: é um esforço de expandir as palavras, de recompô-las a partir da própria experiência.
Vamos lá.
Experiência prévia a Olavo: (Todo mundo teve alguma, né)
1- Teve duas cenas na minha infância/juventude que me marcaram bastante. Uma foi de dois primos meus, mais novos que eu, que eram muito estudiosos em todas as disciplinas da escola, mas por mais que fizessem curso de inglês particular, nunca saíam do canto na língua. A outra cena foi uma pessoa que eu tenho muito apreço que chegou pra mim bastante alterada reclamando que por mais que não tivesse entendido nada da especialização que fez, ela tinha o diploma, e isso era o que importava. A primeira cena me fez começar a estudar sobre como fazer para aprender um idioma (e por que mesmo sendo estudiosos e "estudando o inglês" eles nunca avançavam), a segunda complementou a primeira, porque ambos implicam em certa medida a distância entre o estudo formal e a absorção real da habilidade, mas acrescentou a dúvida sobre como na vida do nosso país a gente lidava com as duas coisas [1].
2- Ao longo da vida me veio algumas ideias de histórias. Eu fui muito influenciado por Chrono Trigger, Chrono Cross, Steins;Gate e Chaos;Head, e essas historinhas eram um meio da minha imaginação processar essa informação. Mas em cada historinha que aparecia, eu sentia que devia guardar, e nunca soube se era para escrevê-las (não sou bom nem interessado em escrever) ou se era para "vivê-las", já que cada uma era, para mim, como um pacote de ideias que eu queria investigar, de experiências que eu queria conhecer etc.. Então eu guardava e ficava nessa dúvida, até que uma delas, em 2013 ou 2014, nasceu de uma conexão entre vários fatos soltos que eu tinha experienciado e que tinham me chocado (2013 foi o ano que entrei na faculdade, e o ano dos protestos de junho de 2013): uma pixação, uma cena aleatória de um gato morto que vi na faculdade, um episódio de um documentário exibido que era sobre ecoterrorismo, os protestos de junho etc.. Quando veio a ideia eu devo ter escrito 2 ou 3 páginas de caderno em letra miúda, e, ao terminar, fiquei tão impressionado, porque percebi que jamais poderia ter pensado aquilo ativamente, que comecei a investigar "de onde veio essa ideia? como ela foi possível?" Consegui o livro "De onde vêm as boas ideias?" de Steven Johnson, e daí pra frente comecei um processo introspectivo.
Eu cito essas duas experiências porque elas são dois dos alicerces de "o que eu estou fazendo quando eu estou estudando o Olavo". Tem mais duas experiências, mas elas já aconteceram quando eu conheci Olavo, mas, como foi independente, vou colocar aqui.
3- Eu conheci Olavo no final de 2014. Por volta de 2016.1 (1º semestre) eu estava em TI tendo uma aula com um professor de Matemática (Regivan, não lembro o nome da disciplina). Ele estava explicando sobre teoria de conjuntos, e era um professor bem entusiasmado, muito gente boa. Ele começou a falar "tudo é linguagem", e eu não lembro o que ele fez em seguida, só sei que era pra ser algo sobre conjuntos e como que era pra dizer que tudo pode ser representado como conjunto. Eu não sei se já estava lendo Aristóteles em Nova Perspectiva na época, ou se era O Jardim das Aflições, mas sei que essa informação bateu no meu juízo e abriu um buraco inimaginável. Eu comecei a imaginar a possibilidade de que assim como um idioma tem letras, palavras e frases, e um método de aprendizado, talvez essa mesma estrutura estivesse em qualquer habilidade, e fosse possível "traduzir" algo de uma pra outra. Daí eu fiquei comparando: "o que seria letra, palavra e frase no andar de bicicleta? Qual seria um método de aprender que valesse pra idiomas e pra bicicleta? E da música? E do violão em específico?" etc.. Eu arranhava violão e outras habilidades, então daí por diante comecei a compará-las todas, e dá pra resumir essa experiência como uma sensação de uma "analogia universal", mas na época, obviamente, eu não teria como pensar isso desse modo.
4- Também por volta da mesma época, talvez 2016.2, eu estava com uma bolsa de pesquisa daquelas que o governo fazia uma seleção geral independentemente de você ter um professor ou não pra cumpri-la (money de grátis). Eu tinha procurado um professor, e ele me passou um livro a nível de doutorado (eu com os meus 20 anos achei que seria um desafio divertidíssimo). Peguei o livro, tentei lê-lo (em inglês, para piorar), e até estava começando a engatar na leitura, mas fiquei doente. Na época eu estava passando um período sozinho em casa, e teve um dia que já estava meio doente, mas passei o dia em aula ou fazendo trabalho etc., de manhã até de noite; de noite eu já estava passando mal, mas tinha prova, então fiz, totalmente catarrento e tonto. Cheguei em casa na base da sorte, e, ao chegar, caí de febre, diarreia e vômito e passei basicamente uma semana mal (minha família nem imagina isso). Ao fim da semana, já bem, quando pude voltar ao livro, vi que não lembrava mais o que estava lendo, e que não tinha entendido. Mas eu parecia ter entendido antes. Recuei as páginas pra achar um ponto em que eu me sentisse confortável de continuar, e esse ponto foi a página 1. Somadas essas duas experiências, não consegui mais focar em TI, porque daí por diante queria entender essas duas experiências, e pra elas Letras seria o lugar onde eu melhor poderia ter tempo e recursos pra investigar (também, aí sim, na época eu estava lendo Aristóteles em Nova Perspectiva, e decidi que investigaria os 4 discursos para ver como eles eram, como identificá-los, e para que serviam).
Atenção: as experiências prévias ao Olavo são como que a semente que lá você vai trazer de volta para nutrir. Se você próprio não teve experiência nenhuma, ou seja, nada que atiçou sua curiosidade por longo prazo, então é preciso experimentar a vida e continuar o COF até achar essas coisas. A própria experiência com Olavo pode ser essa experiência e/ou te direcionar para ela. A título de exemplo, o Rafael Falcón, por exemplo, já queria estudar Letras Clássicas (latim), o Thomas Giulliano já queria ser historiador, o Flávio Morgenstern jornalista etc., e eu fiquei nessa curiosidade sobre o "entendimento" ou "insight". O COF é, em suma, um meio de expandir suas investigações ou um recurso para você próprio passar do seu interesse particular para interesses imensamente mais amplos e universais. Em geral o pessoal escolhe a primeira opção.
Experiência olavette (resumida):
1- Conheci Olavo lá pelo final de 2014. Foi totalmente ao acaso, e eu realmente não fazia nem ideia de quem ele era. Eu estava cursando graduação em TI na época (comecei a faculdade em 2013, em Física, mas, apesar de continuar gostando de física e matemática, decidi mudar de curso), e estava morando numa república. Tinha ido pra lá pra começar minha vida etc. etc., mas deu tudo errado e mais um pouco. Cheguei no fundo do poço. Mateus Tibúrcio, semi-olavette [2], definiu o aluno médio do Olavo como um classe média frustrado. Acho que me encaixo nisso. Deu absolutamente tudo errado, e eu não tinha mais nenhuma ideia do que fazer na vida, até que um dos moradores da república, que praticamente só me conhecia de vista, sem saber de nada do que eu passava, decidiu ler um artigo do Mínimo do Olavo sobre vocação. Leu em voz alta, com tranquilidade. Aquele artigo, naquele momento, na voz dele, e na sua pessoa (eu conhecia um pouco sobre ele) se transfigurou na luz no fim do túnel. Era como uma mão sendo oferecida pra me puxar do fundo do poço. Essa descrição é importante, porque esse foi provavelmente o motivo pelo qual eu nunca quis "rivalizar" com Olavo ou procurar "erros" na sua obra. Ele (na figura do rapaz) foi a mão estendida que ninguém nunca tinha me oferecido até então - nem antes nem, de certo modo e no mesmo nível, depois. Comecei com isso a embarcar não no Mínimo, que não li até hoje, mas em vídeos sobre vocação, aprendizado (tema que já me interessava, como disse), e procurei as referências que ele citava. Não sei se foi daí que cheguei ao "Como ler um livro" do Mortimer Adler, mas sei que cheguei e comecei minhas investigações daí.
2- Ainda assim, eu fui pesquisar "sobre Olavo". Conversava com pessoas, pesquisava na internet etc.. Eu queria saber se era seguro estar ali. Tudo isso me trouxe várias hipóteses "a escrita bonita é ghost-writing", "ele nunca terminou de ler livro nenhum, é só enrolação", "ele nunca fez faculdade, portanto não domina nenhum assunto" etc., e todas essas hipóteses eu me pus a levar em conta, mas com aquele cuidado, já que ele tinha salvado minha vida praticamente, então valia a pena dar crédito em excesso. O meu primeiro passo foi experimentar ler O Jardim das Aflições. O baque foi gigantesco. Eu nunca na minha vida, nunca antes, nem depois, senti o que senti quando entrei naquele livro: o Olavo (e o Bruno) parecia genuinamente preocupado com aquele assunto, e ele tratava do tema exatamente como quem quisesse oferecer uma mão de ajuda para quem quisesse aceitar. Até então eu nunca me interessara por ciências humanas, sempre fui mais de exatas, então o livro é um mar de referências e ideias que pra mim eram novidade, o que tornou o baque ainda maior. E como disse a Bruna Torlay numa entrevista ao Olavo, mesmo sendo erudito, o livro é como se fosse um thriller, é como um Dan Brown, mas sério (e eu gostava de Dan Brown, diga-se de passagem). Comecei a devorar o livro, e fazia notas (aprendidas com Mortimer Adler), e riscava, e mexia nas referências, e, em suma, quando cheguei na metade do livro (!) descobri que a tese mesma do livro ia começar a ser apresentada só a partir daquele momento. Nessa hora eu entrei em pânico, porque pra mim Olavo já tinha falado de tudo o que existia e podia existir no mundo. Quis jogar o livro fora (num momento drama queen), mas não consegui aguentar 5 minutos fora do compromisso de continuar a leitura. E assim foi. Na época eu estava com a dita bolsa de pesquisa e usei-a como desculpa para investigar Mortimer Adler e trabalhar num livro dele de introdução às ciências e à matemática (a ideia era traduzir). Foi mexendo nessa documentação que fui começando a ver que o que Olavo dizia e o material se encaixava.
3- Não lembro bem a sequência, se foi primeiro o livro Aristóteles em Nova Perspectiva ou se foi o curso Princípios e Métodos da Autoeducação (pirateado por sorte e com muita vergonha) que eu mexi. Mas teve isso. O que eu me lembro é que em 2016.1 eu já estava pagando matérias em Letras Português pra decidir se ia mesmo pra lá. Lembro que, mesmo assim, eu fui numa reunião pública do Nova Acrópole, e estava em dúvida entre começar o Nova Acrópole ou o COF, porque, pra mim, ao menos na parte do auto-conhecimento, eram bem similares. Mas com o Nova Acrópole o foco seria só esse, e com Olavo o foco era aprender de tudo. Um focava pra dentro de si, outro pra fora de si. Eu usei a seguinte metáfora, pedindo conselho a um amigo (sem dizer pra que era): "se você pudesse escolher, preferiria uma gostosa que tivesse altos riscos de te trair (COF) ou uma jovem gente boa, bonita, pra um relacionamento tranquilo e sem riscos (Nova Acrópole)?" A respostra que ele deu foi a resposta que eu segui (kkkkkk). PENSE NUM RELACIONAMENTO PRA DAR DOR DE CABEÇA!
4- Depois disso teve a jornada em que eu fui começar a investigar. Decidi vagamente separar um ano, estando em Letras (comecei em 2017) para investigar cada discurso. Ou seja, em 2017 eu ia na biblioteca da universidade com certa frequência pra vasculhar obras literárias, de crítica, e mesmo outras, mas com a intenção de pensar sobre a poética e a função dela no entendimento das coisas; 2018 foi retórica, 2019 foi dialética. Não que eu tenha obedecido com precisão, e, fora essa investigação, eu fui fazendo outras. Peguei vários dos livros que tinha nas referências do Jardim, conforme havia na biblioteca da universidade, e fazia leitura inspecional (capa, contracapa, orelhas, sumário, referências, ler trechos etc.), e puxava outros livros e experimentava-os. Em paralelo fui conhecendo pessoas, conhecendo grupos, etc..
5- Só em 2019 que eu parei de "investigar" o Olavo como quem tivesse dúvidas, e isso se deu porque por volta desse ano eu vi: a) um grupo político que realmente encarnava todas as características do que Olavo falava; b) uma editora (acho que foi nesse ano) de livros locais associadas ao estado e que era ativamente comunista; c) três grupos esotéricos (nova acrópole e mais dois que só digo em PV, apesar de eu não ter me associado a nenhum). No dia específico em que eu levei Olavo a sério de verdade foi um dia em que ao mesmo tempo eu recebi do correio o livro Nova Era e a Revolução Cultural, fui num evento de um grupo esotérico e em seguida num evento de Frida Kahlo. Eu vi ali o mesmo potencial de linguagem simbólica sendo usado, no primeiro grupo, pra aprender a ganhar poder e controle sobre si e sobre os outros, e, no segundo, para chorar por falta de poder e contra o primeiro grupo. Dava pra ver ali uma síntese da disputa de poder e quem realmente ganharia e por quê.
6- Também em 2019.2 eu comecei a investigar a cultura local, sobretudo pela recomendação do Olavo do livro de Câmara Cascudo, Cultura e Civilização, mas também porque num post ele eleva o Cascudo ao nível de Gilberto Freyre, e, em O Futuro do Pensamento Brasileiro, ele coloca o Gilberto Freyre como um dos 4 afluentes do verdadeiro pensamento brasileiro. Comecei daí, além de por outros motivos pessoais, a investigar.
7- Quase tive uma chance de fazer uma live com Olavo. Me deu muito trabalho elaborar as perguntas, mas, infelizmente ele se foi antes.
8- Há um episódio que vale a pena mencionar (antes do caso do tópico anterior). Johnatan Nascimento, aluno do Olavo, me fez o enorme favor de conseguir fazer Olavo me adicionar no seu perfil. Mas lá, não lembro por quê, eu acabei puxando um assunto nos comentários sobre reaproveitar a linguagem contemporânea (meme, redpill, mgtow etc.), mas com a intenção de torná-la mais inteligível e tal. Era minha imagem, pelo menos. Seja porque eu me expressei mal, seja por não concordar mesmo, Olavo respondeu contra (eis que tive uma rápida tremedeira). E o que aconteceu em seguida? No mesmo dia fizeram um post no grupo olavette mais movimentado do facebook (e lá era onde estava o centro da roda olavette), e isso gerou um engajamento imediato, a galera toda, alunos, indo contra Olavo. Quando vi tomei um susto, porque isso pra mim demonstrou de uma vez por todas o hiato entre a geração do Olavo e a minha, e como Olavo não tinha conseguido suprir esse hiato, mesmo com a escrita bonita, mesmo com o modo popular de falar etc.. Respondi na hora como sendo o autor do comentário, explicando o lado do Olavo, desfazendo o meu (mas sem mentir, era uma maneira justa mesmo de argumentar) e, em suma, mandando a galera calar a boca. A situação se desfez, o pessoal se tranquilizou, mas eu fiquei com a pulga atrás da orelha;
9- Por fim, após a morte do Olavo, sobretudo depois do 8 de janeiro de 2023, comecei a reavaliar seu trabalho. Eu entrei nisso tudo pelo que vi nos protestos de junho de 2013, e, para mim, esse outro episódio fechou um ciclo. Eu não sou capaz nem de longe de avaliar a sério a obra do Olavo, o que estou avaliando, no fim das contas, é meu modo de estudá-la. Este blog vai ser para focar nisso.
10- Uma sequencia simplificada do meu percurso com a obra do Olavo:
I) Artigos e vídeos esparsos sobre vocação, vida intelectual, aprendizado, dicas de estudo etc. (começo de 2015~2015.2?)
II) O Jardim das Aflições (2016.1~2016.2?)
III ou IV) Aristóteles em Nova Perspectiva (2016.1~2016.2?)
III ou IV) curso avulso Princípios e Métodos da Autoeducação (2016.2?)
V) Algo em torno das 30 primeiras aulas do COF e mais algumas avulsas, ao vivo (2016.2~2017.1)
(Daqui pra frente é especulação, eu não lembro mais da ordem )
VI) Futuro do Pensamento Brasileiro
VII) Dialética Simbólica (incompleto, foi mais os ensaios dos filmes e alguns dos artigos);
VIII) Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão (não é do Olavo, mas serviu)
IX) Seis doenças do espírito contemporâneo (idem)
X) Mais umas 30 aulas do COF da sequência (ou seja, fui até a 60) além de umas 100 avulsas
XI) Imbecil Coletivo II
XII) Nova Era e a Revolução Cultural (nunca completei a parte dos artigos)
XIII) Origem da linguagem (não é do Olavo, mas serviu)
XIV) Os EUA e a Nova Ordem Mundial
XV) Imbecil Coletivo I
XVI) curso avulso Guerra Cultural
XVII) Consciência da Imortalidade
No estado atual estou voltando a fazer o COF pra anotar a lista de livros que o Olavo cita.
Ao longo desse percurso, o estudo que acho que mais me serviu foi tentar mapear o "olavismo" e o "anti-olavismo", ou seja, os efeitos que a obra do Olavo geraram (os alunos, institutos, ideias), e os efeitos da incompreensão da sua obra. Esse esforço cria como que uma escada interior a partir da qual perceber os vários degraus de desejo de não entendimento e desejo de entendimento, e, "de degrau em degrau" é como se a gente fosse se livrando desses erros que existem em nós em potência. Se você imaginou a divina comédia, a alusão é essa mesma. Enquanto fazia isso, eu não pensei em nada dessas coisas, eu apenas estava curioso em entender o Olavo como um todo, e por isso pesquisava o olavismo, e estava sofrendo na pele a tristeza de ver as pessoas não levarem a sério sua obra e vê-lo pedir ajuda sem que ninguém o ajudasse (antiolavismo). Eu vi bastante coisa, mas nada disso importa: cada pessoa precisa recompor esse trajeto ela própria. Não interessa ver a escada (apesar de que vê-la ajuda o processo), mas sim compô-la em si mesmo ativamente.
E é isso, até o próximo post.
Notas:
[1] Qualquer olavette vai reconhecer aí algo muito similar ao que Olavo fala, quando critica a vida acadêmica etc.. Eu fiz esta nota de rodapé pra enfatizar que realmente me interessava por essas coisas muito antes de conhecer Olavo, mas também, e por isso mesmo, nunca foi com uma aversão ao meio formal de aprendizado: eu não era contra a escola, mas jamais faria a dica do Pierluigi Piazzi: pra mim escola era o lugar que eu ia pra anotar o máximo e aprender o máximo ali mesmo na hora, e fora da aula era o momento em que eu estudava as coisas que me interessavam de fato. Mesmo se fosse o mesmo conteúdo (como foi, por exemplo, quando fui pra graduação em TI), a aula é pra adquirir um vocabulário e mapa de questões, a minha parte era pegar do meu jeito e no meu ritmo.
[2] Eu chamo de semi-olavette quem estuda a obra do Olavo, mas ou não se considera "discípulo" (o caso do Mateus), ou, na grande maioria dos casos, não entra na obra mesmo, fica só no raso, mas tem certa simpatia pelo Olavo.
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